“É cousa sabida e pela boca de todos corre que há
certos demônios a que os brasis chamam de corupira, que acometem
aos índios muitas vezes nos mato, dão-lhes de açoites,
machucam-nos e matam-nos” (José de Anchieta)
É
um ser do tamanho de uma criança, anda nu, tem uma pelagem
semelhante a do bicho preguiça, tem unhas compridas e afiadas,
o calcanhar para frente e os pés para trás.
È guardião da mata e dos animais e mora nos buracos
das árvores que tem raízes gigantescas.
As pessoas que não tem devoção para com ele sentem
medo, enjôo e náuseas a quilômetros de distância
dele. Com essas pessoas ele brinca fazendo com que elas se percam
na mata.
Para se livrar do curupira deve-se cortar uma vara fazer uma cruz
e colocar em um rolo de cipó tumbuí apertado. Ele vê
esse objeto e procura desmanchar o enrolado, enquanto ele fica entretido
a desmanchar o enrolado a pessoa tem tempo para fugir.