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Xamã
Tenonde gua´i
Ta´imbaraete ta´ ipy
Nhandere´ raa tape miri
Oreru nhamandu tupã
- oreru nhamandu miri
Oreru orembo´e katu - ne ´amba roupity ´i
Na noite escura lia
estrelas, vendavais
Mensagens de ancestrais
Invisíveis a olhos lentos
Indiferente à minha mente em tormento
Minh´alma perdida
nesta trilha infinita
Nunca tendo onde parar
Tempo errante em terra distante
Onde pouco aprendi
A arte de ser e saber
Decifrar noites sem luz do luar
Pela sua mão
Do velho homem proteção
Guia seu povo na noite escura
Aplaca a sede da procura
Nessa jornada
Só o xamã que pode ver
E nos dizer o que os ventos vão trazer
Para o nosso próprio bem
Nhanderu tenonde gua´i
tove
Ta´imbaraete ta´ ipy a guaxu
Nhandere´ raa tape miri
Oreru nhamandu tupã
Nhamandu miri
Oreru orembo´e katu
Ne ´amba roupity ´i
Só o xamã
pode mostrar qual o caminho
E afastar todos os perigos
Com fome e frio
Atravesso o rio
Por medo de ficar
Ficar com tantos outros
Que não têm mais força
Difícil alcançar
A terra boa, sem mal sem dor
Onde quero aprender
Nunca tendo onde parar
Em tempo errante, em terra distante
Com fome e frio
Cruzo a água escura
Difícil alcançar, não posso mais voltar
Nossas vidas seguem em uma só direção
Ando ao seu lado então
Com a sua proteção
O velho homem
Dai-me paz pra descansar
Pois não sei mais onde estamos ou quem sou
Sob um céu vermelho outro dia se vai
Como nuvens
Que o xamã consegue ler e nos dizer
O que as chuvas vão trazer
Para nosso próprio bem |