| De
acordo com o site da FUNAI (Fundação Nacional do Índio),
existiam um total de 2.716 índios Guarani registrados no estado de
São Paulo até o final de 2003. Há no estado de São Paulo 18 terras indígenas que totalizam 23 aldeias. Uma dessas aldeias é a Jaraguá Ytu, que existe há 40 anos, e dista 22 km da praça da Sé. A aldeia foi doada pelo professor ligado à Sociedade Geográfica Brasileira, Fausto Ribeiro de Barros, e situa-se ao lado de uma área de proteção ambiental. Contudo, sua autonomia há muito se perdeu. No seu cotidiano existe a mistura da tradição e de novos elementos da cultura ocidental dos não índios. Na aldeia, que é cortada pela estrada turística do Pico do Jaraguá, moram atualmente 160 índios liderados pelo pajé José Fernandes, que sobrevivem do artesanato e mantêm a língua e os costumes guaranis. Existe uma escola que funciona dentro da aldeia, onde são ensinados o Guarani e o Português aos alunos. Nela, as crianças têm a oportunidade de manterem viva a língua e os costumes indígenas. A comunidade ganhou há pouco um núcleo CECI (Centro de Educação e Cultura Indígena) onde desenvolvem atividades culturais e educacionais que preservem a tradição guarani. Um dos principais problemas que agora enfrentam é a obtenção de matéria-prima para confeccionarem seu artesanato, principal fonte de renda da comunidade. Como a madeira das árvores ao redor da comunidade não pode ser consumida por fazer parte da reserva ambiental do Pico do Jaraguá, o local onde podem retira-la fica distante da aldeia. Além da dificuldade que têm para o transporte da matéria-prima de seu artesanato, há uma séria deficiência em relação a bens duráveis como panelas, pratos, etc. e material escolar para utilização na escola da comunidade. A renda obtida com a venda do CD “Terra Sem Mal” será destinada a obtenção desse material. |